quarta-feira, 11 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PROCURA-SE COMPANHEIROS DE CAMINHADA


Meus irmãos de caminhada,
respeitosas reverências!

Antes de dar continuidade às postagens do blog, sinto a necessidade de expor, ainda que de maneira breve, minha visão com relação à espiritualidade e definir com um pouquinho mais de rigor a que se propõe este espaço virtual.
Primeiramente, vale a pena dizer que o conteúdo aqui disponibilizado é sempre lido e experimentado por mim antes de ser recomendado, ou seja, absolutamente tudo que está aqui eu li, pesquisei, ouvi, assisti e só compartilhei porque, sendo material teórico, fez sentido para mim e sendo material prático (técnicas, exercícios, mantras) surtiu efeito positivo na minha vida pessoal.  Não seria sincero comigo, nem convosco “pregar fé que não professo”. O fato de ter funcionado para mim não quer dizer que funcionará para você.  Óbvio!  Mas isso só será descoberto se você se propor a tentar de coração livre o que sugiro, o que significa não-julgamento nem para consigo, nem para com as sugestões. Por exemplo, existe uma técnica maravilhosa de autoconhecimento, cura, introspecção e concentração chamada Jornada Xamânica,  que é simplesmente você se permitir um passeio consciente a outras realidades, seja para buscar uma resposta a uma questão/situação que esteja lhe afligindo, ou apenas recuperar a energia dispensada nos compromissos do dia-a-dia, enfim, pode ter propósitos variados. Quando falo da jornada para pessoas próximas a primeira coisa que escuto é: “Ah, mas eu não vou conseguir”. Bom...se antes de se permitir já foi criada uma crença limitante e erguida a Muralha da China, barreiras que sabemos ser puramente mentais, as chances já estão bastante reduzidas. Em tom de brincadeira respondo: “Ah, é verdade, não vai mesmo. Sua jornada acabou antes mesmo de começar”. Preconceito duplo, consigo mesmo e com a prática.
É possível que algumas pessoas tenham mais facilidade para mentalizar, concentrar, imaginar situações, meditar, e outras menos e tudo bem que seja assim! Estamos aqui para expandir nossas condições de possibilidade ou para estrangular? Ter consciência de que uma técnica é mais árdua para você é ótimo, no entanto, permitir que isso se torne uma crença que te limita é terrível. Enquanto está lendo este artigo está também se lembrando das limitações mentais que criou em sua vida? Se sim, legal! Mas faça isso com toda honestidade, sem boicote. Se não, tá aí uma oportunidade para fazê-lo.
Luz da Jurema é uma proposta terapêutica, antes de tudo para mim, pois acreditem,  sou a pessoa mais necessitada de todos esses ensinamentos e por isso fui buscá-los. Compartilhar, como diz uma amiga querida, é divino! E é mesmo. Saber que não estou sozinha na minha caminhada em busca de luz é bom pra mim, me dá força para seguir.  E é terapêutico também para quem estiver na mesma busca ou em busca nenhuma, mas se sentir acalentado pela energia desse lugar, mesmo que seja virtual.
Por que sentimos tanto medo??? Eu luto com isso diariamente. Expor a minha visão de mundo aqui, compartilhar, estar em contato com outros seres é difícil para mim que fui criada na cultura do medo, sou extremamente reservada (um jeito gracioso de dizer que sou fechada), mais um motivo pelo qual o blog me ajuda. Além de ser bom para mim, desejo que seja bom para outros e que possamos cada vez mais superar o que nos mantém cativos no medo, no vício, no ego, na mentira, na culpa. No falso discurso que fizeram de nós e do mundo e que por vários motivos, acreditamos e tomamos como coisa nossa, mas não é. Expansão já! Todos os seres, independentemente de seus carmas, têm a possibilidade de ter uma vida interna mais digna, plena de paz e boas vibrações, mas é preciso buscar. Quando decidir dê adeus aquele “eguinho” preguiçoso, inimigo número um de quem quer evoluir.
Apesar dos assuntos que pesquiso possuírem caráter metafísico (meta=além, physis=natureza, mundo físico), eu procuro usar o crivo da razão também para selecionar o que publico, é sempre bom não perder totalmente esse critério. Os autores que pesquiso são reconhecidos intelectualmente, além de espiritualmente, portanto, não tem nada aqui que seja mero “achismo” ou como dizem de modo pejorativo “coisa de bicho-grilo”,  é tudo bem sério quanto a qualidade literária e produção filosófica. Meus colegas de Academia que me perdoem, mas não foram só os austríacos, franceses e alemães que produziram boa filosofia. Os Vedas estão aí e não me deixam mentir.
A minha visão com relação ao divino é espiritual e não religiosa. Por que? Pensando com a Antroposofia, acredito que desde eras remotas estamos em um processo de crescimento e  passamos por estágios diversos enquanto vida. Somos seres espirituais, não há ninguém encarnado que não seja corpo-espírito ao mesmo tempo, e se somos espírito também não existe a possibilidade de não estarmos, em diferentes graus de consciência,  conectados a Fonte Espiritual Suprema, portanto, não há necessidade de se religar a nada e nem a ninguém, consequentemente, não há necessidade de religião, que tem o propósito de nos ligar novamente a Fonte, religião/religare.  A conexão entre os seres e o divino já existe, o que falta é desvelar, trazer à luz, criar condição para que essa ligação se faça mais forte. Como fazer isso? Existem mil caminhos, e cada um trilhará o que melhor lhe couber de acordo com a sua vibração.  Sinto afinidade com a espiritualidade luminosa presente em várias fés, não se trata de religião e sim de sintonia. Dentro de cada caminho espiritual há diferentes níveis e frequências vibratórias, por isso, não faz sentido dizer, eu não suporto tal religião, por que dentro de cada religião existem vibrações diferentes e pode ser que alguma combine com a sua “vibe” pessoal. 
Existem lindos louvores evangélicos, com mensagens transmitidas por alguém que em algum momento conseguiu se conectar fortemente a Fonte divina, com toda certeza vou compartilhar aqui quando achar necessário, sem crise. Luz é luz, poxa vida! Se agarrar em rótulos, só conseguir enxergar a superfície sem refletir mais profundamente é crença limitante, é nocivo. Por que não expandir?
Tendo falado do que busco e acredito, acho importante fazer o caminho inverso e falar do que não busco aqui no blog. Compartilhar é divino, pensar-com é delicioso, ganhar parceiros de caminhada, interlocutores, amigos quem sabe,  mas seguidores cegos não. PROCURO PARCEIROS DE JORNADA, este é meu anuncio, e não discípulos, nem tenho “cacife” para isso. Portanto, ao ler o blog seja crítico e não cricri, seja um companheiro, um aliado e não um fanático, de mentalidade de rebanho já basta a sociedade em que vivemos. Que possamos inaugurar uma relação nova e sair da ordem do dia.
Que assim seja e haja luz! AHO!


   






sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Guru Stotra

       Guru Stotra é uma prece emocionante que nos conecta com vibrações de profundo amor, devoção, gratidão e entrega. É cantada para saudar o mestre espiritual que nos iniciou no caminho da iluminação, se ainda não temos um Guru, podemos mesmo assim ouvir com o coração e saudar ao Grande Mistério, a Deus, ao Grande Sol Central, Aquele que nos guia.

 Namastê!



Gayatri vocalizado por Sri Prem Baba

    Este é o mantra que Sri Prem Baba nos aconselha a ouvir todos os dias para que possamos entrar na sintonia do Amor. Vale a pena!

Tradução:

"Em todos os três mundos, terrestre, astral e celestial, que possamos meditar sobre o esplendor daquele sol divino que nos ilumina. Que toda luz dourada acalente nosso entendimento e nos guia na jornada para a morada sagrada."


Que nossa caminhada seja bonita...
 


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Xamanismo Havaiano - Técnica de proteção energética baseada no amor


 
"(...) o uso da luz branca reforça o medo ou até o piora. Isso acontece quando a ênfase maior é colocada na proteção e não na confiança."
Serge Kahili King
 

            “ Onde reina o medo aparece o conflito. Num mundo dominado por tanto medo não é surpresa que até apareçam técnicas metafísicas baseadas na defesa e no ataque. Talvez a mais comum encontrada no mundo seja ‘A luz branca da proteção’, como é frequentemente chamada. É um conceito lindo, porém sua aplicação deixa muito a desejar.

            Na sua forma mais simples, ela consiste em você imaginar-se cercado por uma luz branca ou clara que o protege de qualquer mal emanado do seu próprio espírito ou transmitido a você por um ser espiritual. Contaram-me que um dos meus alunos aplicou isso muito bem. Ele morava na cidade de Nova York nos anos sessenta e uma das suas amigas era uma adorável jovem senhora, que costumava usar apenas uma camiseta leve de algodão e andar pelas partes mais perigosas da cidade, livre como um pássaro. Tanto ele quanto outras pessoas tentaram avisá-la dos perigos, mas ela simplesmente sorriu e disse que sua luz a protegeria. Uma vez, por via das dúvidas, ele decidiu segui-la, e ficou estupefato ao ver homens mal-encarados na rua tratarem-na bem e com cortesia. A luz eliminou seu medo, e eles responderam à ausência de medo e à presença de amor.

            Frequentemente, no entanto, o uso da luz branca reforça o medo ou até o piora. Isso acontece quando a ênfase maior é colocada na proteção e não na confiança. Nesses casos, usa-se uma espécie de cerca ou barreira que apenas mantém a origem do medo longe e separada, não a elimina totalmente. De fato, cada vez que se faz isso, o medo é reforçado, e se cria o hábito de ter medo. Quando você põe uma luz branca de proteção à sua volta, em volta da sua família e seus amigos, sua casa e seu veículo, e acredita que tudo está sob controle, as coisas funcionarão de acordo. Mas quando você usa a mesma luz para focalizar que ela deverá protegê-lo, poderá se exaurir ao tornar a luz cada vez mais forte, e começará a atrair o que mais teme.

            Algumas vezes o pior e mais abominável uso da luz é ensinado por mestres metafísicos que só querem o bem, mas que estão muito impregnados pelo medo e não sabem o que fazem. Nesses casos, a luz é usada não apenas como blindagem de proteção, mas como refletor ou espelho para enviar a negatividade de volta à sua origem. Pode-se supor que qualquer negatividade que você sinta, foi enviada de propósito por uma pessoa mal-intencionada que merece receber de volta o que enviou. Apesar das batalhas psíquicas não serem impossíveis, são extremamente raras, porque poucas pessoas no mundo são espertas o suficiente para saber realmente como realizá-las, e estúpidas o suficiente para colocá-las em prática. (Lembre-se que o Ku¹ assume tudo pessoalmente). Nesse sistema, supõe-se que qualquer negatividade que você sentir será uma reação ao ambiente físico e espiritual, sem considerar se alguma pessoa em especial está irada com você ou lhe deseja mal. Usar a luz para enviar o mal à outra pessoa, mesmo quando você acha que está apenas refletindo o que acabou de receber, é utilizar-se de magia negra.

            A luz branca da proteção é mais útil como pronto-socorro de blindagem da mente, para alguém tão mergulhado no medo que nada consegue fazê-lo sentir-se seguro. “No entanto, tão logo se chega a um mínimo estado de confiança, é hora de ir adiante em direção a algo mais avançado e benéfico.”

A luz do amor de la´a kea
 

            La`a kea é uma palavra havaiana que significa ‘luz sagrada’, e se refere às coisas boas representadas pela luz do dia, como a luz solar, o conhecimento e a felicidade. Também é usada na prática xamã para designar uma aura plena de luz solar, conhecimento e felicidade. A técnica é similar à da luz branca descrita, exceto por ser usada para a cura e a harmonia. A fim de dar mais clareza a essa diferença, nós a chamaremos de luz do amor. Usando seu poder interno, utilize sua mente para se imaginar cercado pela luz do amor e pleno dela. Chamamos a isso de ‘acendendo a luz’. Não deixe a ênfase na luz aborrecê-lo. Você pode imaginar cores, sons e sentimentos, se preferir. Geralmente minha luz do amor está repleta de cores, símbolos, padrões, música e sensações suaves ou entorpecimentos, dependendo do efeito que pretendo criar naquele momento. Quando você acende a luz, também passa a ‘carregar a luz’, gerando uma emoção positiva. Uma simples apreciação de algo belo já produzirá isso ou uma emoção mais forte.

            A primeira constatação é de que a luz do amor existe. A segunda é de que ela se estenderá para o exterior ou vai se irradiar para qualquer área que você determinar. A terceira é de que ela seguirá suas instruções. Eis algumas sugestões para usá-la:

1.    Acenda a luz do amor todo início de dia e espalhe-a pelo seu ambiente mais próximo. Fale com a luz do amor (tudo está vivo, de prontidão e receptivo) e instrua-a, mentalmente ou em voz alta dizendo: ‘Harmonize-se com este local’.

2.    Use a luz do amor durante o dia com diferentes pessoas, locais, situações, da forma já descrita.

3.    Se você sentir alguma dor emocional ou física, acenda a luz do amor e diga: ‘Harmonize-se com as energias a minha volta’.

4.    Se você está tendo um relacionamento difícil com alguém, amplie a luz do amor para incluí-lo, não importa onde estiver, e diga: ‘Harmonize as energias entre nós’ ou ‘Harmonize nossos campos’.

5.    Se você quiser proteger sua família ou sua propriedade, imagine-os rodeados pela luz do amor e diga: ‘Mantenha essa pessoa, local ou coisa em paz ou harmonia’.

Que você abençoe todos com a luz do amor e seja abençoado por ela.”

1-    Equivalente próximo ao conceito ocidental de subconsciente, mas não é idêntico a ele.

KING,Serge Kahili.Xamã Urbano: um guia prático para aplicação do xamanismo havaiano.Traduzido por Inês A. Lobhauer. São Paulo: Centro de Estudos Vida & Consciência Editora.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Para estar no presente

“Morra para o passado a cada instante. Você não precisa dele.”
Eckhart Tolle


  Onde quer que você esteja, esteja por inteiro

   “Você pode dar outros exemplos da inconsciência comum?
   Observe quando estiver reclamando, com palavras ou pensamentos, de uma situação que envolva você – pode ser alguém que fez ou disse algo que lhe aborreceu, algo sobre a sua situação de vida, o lugar onde mora, ou até mesmo o tempo. Reclamar é sempre uma não aceitação de algo que é. Essa atitude contém invariavelmente uma carga negativa inconsciente. Quando você reclama, transforma-se em vítima. Quando fala, você está no controle. Portanto, mude a situação agindo ou falando, caso necessário ou possível, ou então fuja da situação ou mesmo aceite-a. Tudo o mais é loucura.
   A inconsciência comum é sempre relacionada, de algum modo, com a negação do Agora. O Agora, naturalmente, também implica o aqui. Você está resistindo ao aqui e agora? Algumas pessoas prefeririam estar num outro lugar. O “aqui” delas nunca é suficientemente bom. Observe-se e verifique se isso acontece em sua vida. Onde quer que você esteja, esteja lá por inteiro. Se você acha insuportável o seu aqui e agora e isso lhe faz infeliz, há três opções: abandone a situação, mude-a ou aceite-a totalmente. Se você deseja ter responsabilidade sobre a sua vida, deve escolher uma dessas opções e deve fazê-lo agora. Depois, arque com as conseqüências. Sem desculpas. Sem negatividade. Sem poluição física. Mantenha limpo o seu espaço interior.
   Se você tomar qualquer atitude, abandonando ou mudando a situação, livre-se primeiro da negatividade. Uma atitude originada no discernimento tem mais efeito do que uma originada na negatividade. Uma atitude qualquer é muitas vezes melhor do que nenhuma atitude, especialmente se há muito tempo você está paralisado numa situação infeliz. Se for uma atitude errada, ao menos você aprenderá alguma coisa,
caso em que deixará de ser um erro. Se você não agir, nada aprenderá. Será que o medo está evitando que você tome uma atitude? Admita o medo, observe-o, concentre-se nele, esteja totalmente presente. Isso corta a ligação entre o medo e o pensamento.       Não deixe o medo nascer em sua mente. Use o poder do Agora. O medo não pode
prevalecer sobre ele.
   Se não há mesmo nada a fazer e você não pode mudar a situação, então aceite o aqui e agora totalmente, abandonando toda a resistência interior. O falso e infeliz eu interior, que adora sentir-se miserável, ressentido ou com pena de si mesmo, não consegue mais sobreviver. Isso se chama rendição. A rendição não é uma fraqueza.
Há uma grande força nela. Somente alguém que se rendeu tem poder espiritual. Através da rendição, você se livrará da situação internamente. É possível que você perceba uma mudança na situação sem que tenham sido necessários maiores esforços da sua parte. De qualquer forma, você está livre. Ou haverá algo que você “deveria” estar fazendo mas não está? Levante-se e faça agora. Ou, em vez disso, aceite totalmente a sua inatividade, preguiça ou passividade neste momento, se esta é a sua escolha.
   Mergulhe nela por inteiro. Desfrute-a. Seja tão preguiçoso ou inativo quanto puder. Se você fizer isso conscientemente, logo sairá dela. Ou talvez não. Em qualquer dos casos, não há nenhum conflito interior, nenhuma resistência, nenhuma negatividade.
Você está sofrendo de estresse? Pensa tanto no futuro que o presente está reduzido a um meio para chegar lá? O estresse é causado pelo estar “aqui” embora se deseje estar “lá”, ou por se estar no presente desejando estar no futuro. É uma divisão que corta a pessoa por dentro. Criar e viver com essa divisão é insano. O fato de que todas as pessoas estão agindo assim não torna ninguém menos insano. Se você não pode fugir disso, tem de se movimentar rápido, trabalhar rápido, ou até mesmo correr, sem se projetar no futuro e sem resistir ao presente. Quando se movimentar, trabalhar e correr, faça tudo por inteiro. Desfrute o fluxo de energia, a alta energia desse momento. Agora não há mais estresse, não há mais divisão por dois, apenas o movimento, a
corrida, o trabalho. Desfrute essas atitudes. Ou você também pode abandonar tudo e se sentar num banco do parque. Mas, ao fazê-lo, observe a sua mente. Pode ser que ela diga: “Você devia estar trabalhando. Está perdendo o seu tempo”. Observe a mente. Sorria para ela.
   O passado toma uma grande parte da sua atenção? Você freqüentemente fala e pensa sobre ele, tanto de forma positiva quanto negativa? As grandes coisas que você conquistou, suas experiências e aventuras, ou as coisas horrorosas que lhe aconteceram, ou talvez que você fez a alguém? Será que seus pensamentos estão
gerando culpa, orgulho, ressentimento, raiva, arrependimento ou autopiedade? Então, você está não só dando mais força ao falso eu interior, como também ajudando a acelerar o processo de envelhecimento do seu corpo através da criação de um acúmulo de passado na sua psique. Constate isso observando à sua volta aquelas
pessoas que têm uma forte tendência para se apegar ao passado.
   Morra para o passado a cada instante. Você não precisa dele. Refira-se a ele apenas quando totalmente relevante para o presente. Sinta o poder do momento presente e a plenitude do Ser. Sinta a sua presença.”


TOLLE, Eckhart. O Poder do Agora: um guia para a iluminação espiritual.PDF

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Para superar o medo

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               “Sempre que alguma coisa é realmente boa, ela é assustadora também...”
Osho

          O texto a seguir foi extraído do livro, O Cipreste no Jardim, constituído  por transcrições de conversas entre Osho e os visitantes de seu Ashram. No trecho que aqui disponho, Osho pergunta a Ratnakara, saniasin canadense, como foi participar de um dos grupos em que estava inscrito.

Osho: E como foi o grupo?
Ratnakara: Bem, muito bom, mas assustador.
Osho: Certo! Ótimo...porque se ele fosse apenas bom e não assustador, então não seria suficientemente bom.
          Sempre que alguma coisa é realmente boa, ela é assustadora também, porque lhe traz algumas percepções. Ela o força a certas mudanças. Ela o leva até certo ponto, de onde, se você volta atrás, nunca se perdoará. Se você for em frente será perigoso. Isto é o que assusta. Se você puder voltar atrás facilmente, não haverá nenhum problema. Mas dessas percepções você não pode voltar atrás. Se voltar, nunca será capaz de se perdoar. Sempre se lembrará de si mesmo como sendo um covarde.
          Se você for em frente será perigoso porque é algo novo, uma coisa totalmente nova, com a qual você não tem nenhuma familiaridade. Ela não é familiar, é estranha como andar numa terra estranha na qual as pessoas, os lugares, tudo é desconhecido. Assim, um certo medo surge.
          Se alguém diz que um grupo foi bom, então eu sei que não aconteceu muita coisa. Ele gostou do grupo porque experimentou uma espécie de entretenimento espiritual ou um jogo psicológico. Ele gostou do grupo assim como se gosta de um filme ou de um bom romance. Mas então, para ele, acabou aí. O grupo não provocou nada de drástico em seu ser e, por isso, ele não teve medo. Mas, em você, ele provocou alguma coisa; você nunca mais será o mesmo. Nestes três meses, muito mais pontos como esse acontecerão e você ficará com mais medo ainda. Espere por eles.
          Quando houver medo, lembre-se sempre de não voltar atrás, porque esse não é o jeito de resolvê-lo. Entre nisso. Se você tiver medo da escuridão da noite, entre na escuridão da noite – porque este é o único jeito de superar isso. Esse é o único jeito de transcender o medo. Entre na noite; não há nada mais importante do que isso. Espere, sente-se lá sozinho e deixe a noite agir.
          Se você tiver medo, trema. Deixe que o tremor aconteça, mas diga para a noite: ‘Faça o que você quiser. Eu estou aqui.’ Após alguns minutos você verá que tudo se acalmou. A escuridão não será mais escura. Ela chegará a ser luminosa. Você a apreciará. Poderá tocá-la – o silêncio aveludado, a imensidão...a música. Você será capaz de gozá-la e dirá: ‘Que bobo que eu fui por ter medo de uma experiência tão linda!’.
          Sempre que houver medo, nunca fuja dele. Do contrário, isto se transformará num bloqueio e seu ser nunca será capaz de crescer nessa dimensão. Na verdade, aprenda com o medo. Essas são as direções nas quais você precisa caminhar. O medo é simplesmente um desafio. Ele o chama – ‘Venha!’.
          Nestes três meses haverá muitas situações de medo.
          Aceite o desafio e entre nelas. Nunca fuja e nunca seja um covarde. Então, um dia, escondido atrás de cada medo, você encontrará um tesouro. É assim que um homem se torna multidimensional.
          E tudo o que for vivo sempre lhe dará medo. Coisas mortas não lhe dão medo, porque não há nenhum desafio nelas. Portanto, tudo isso tem sido bom. E agora eu estarei trabalhando.”

OSHO.O Cipreste no Jardim. Traduzido por Ma Prem Arsha, 4ª ed.São Paulo: Cultrix, 2009.